A Germinação

É o meio do inverno, onde sentimos mais os ventos frios, nos impulsionando para ficarmos mais confinados, mais limitados, ficarmos
mais quietos descansando. Porém há movimento dentro da terra com a nova vida que se esconde por debaixo da superfície. Está época ensina como a trabalhar o centro do coração, como demonstrar afeição, como encarar os medos, e como desenvolver habilidades de liderança. Ajuda a desenvolver a coragem e o poder .

O meio do Inverno, a Terra faz a sua própria limpeza preparando-se para um novo ritmo de crescimento que está por vir. Um momento de preparação, para planejar, buscar visões e idéias inovadoras. Um momento do inverno onde podemos sentir a influência solar se agitando, na frescura do ar. Uma energia estimulante, revigorante e de limpeza. A semente se rompe, a planta vence a limitação e no ventre da Mãe Terra uma nova vida que estará por vir, movendo-se para debaixo da superfície. Nós aqui na Terra aproveitamos essa energia
para vencer limitações e constrangimentos.

Na Grã-Bretanha, a data era celebrada como Imbolc (fevereiro no Hemisfério Norte), cujo significado do nome significa barriga (gravidez) onde se comemorava o retorno da luz e tem o equivalente cristão do Festival da Candelária. Nos tempos antigos era um festival de limpeza. De limpar a terra e a confusão de coisas acumuladas no ano interior e que já não serviam mais. Um tempo de preparação para o novo crescimento quando a dormência do inverno subitamente irá se transformar na atividade da primavera.  Os nativos americanos faziam a cerimônia do dar e receber ocasião para essas coisas serem oferecidas. Também para banir más atitudes e hábitos, pequenos medos e ressentimentos, e os maus sentimentos.  Cerimonialmente cada banimento era representado por um único grão ou por um pau lançado para dentro do fogo e sendo consumido. Chega o poder da nova vida que se esconde no repouso, indicando a necessidade de estar em silêncio e ouvir, para fugir da conversa fiada e confusão. O Poder é associado com a meditação e contemplação cuja essência é o repouso da atividade externa para preparação do crescimento interior.

IMBOLC – O CRESCIMENTO DA LUZ
Imbolc, Oimelc, Candlemas, Treguenda Lupercalia por Mirella Faur

 

Este Sabbath originou-se na antiga Irlanda, nas comemorações da Deusa Brighid, Brigid ou Brigith, homenageada como a Noiva do Sol. Apesar de estarem no auge do inverno, este festival era dedicado ao aumento da luz e ao despertar das sementes enterradas na terra
congelada. Na Roda do Ano, Imbolc é o oposto de Lughnasadh e festeja a Deusa como Donzela.

Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor. A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária, a Purificação de Maria. A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida e seu santuário foi transformado em um mosteiro de monjas.

Brigidh ou Bride (pronuncia-se Bríd), era uma Deusa Tríplice, regente da Inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), da cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da Metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos). Por ser uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam ou ativavam o Fogo Criador. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

O Sabbath Imbolc, cujo nome significa apressar-se, celebrava o aumento da luz e a derrota do inverno. Na véspera, todos os fogos e luzes eram apagados para serem reacesos, ritualisticamente, com as brasas das fogueiras dedicadas a Brigith. Neste dia, com a comemoração do Disting, os povos nórdicos enterravam a negatividade e as agruras do inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas e purificavam a terra, salpicando sal e cinzas sobre ela.

A versão romana deste Sabbath (que originou a Treguenda relativa na Bruxaria Italiana) era a Lupercália e os alegres festejos para as Deusas Frebua, Diana e Vênus. Na maioria das Tradições da Wicca, nesta data, são feitas as Iniciações dos novos adeptos e as Confirmações das Sacerdotisas.

Por ser Brigith uma Deusa da cura, padroeira das Fontes Sagradas, ela era invocada nos rituais de purificação e cura, sendo reverenciada nas Fontes a ela consagradas. Até hoje, em certos lugares da Grã-Bretanha e Irlanda, as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupas
nas árvores próximas às antigas Fontes Sagradas, atualmente dedicadas a Maria ou às santas católicas, orando para obter a cura de seus males.

A atmosfera deste festival é marcada pelo despertar das sementes, dos novos planos e novos projetos, pela iniciação em um caminho espiritual ou em novas oportunidades, pela aceleração e renovação das energias, pela purificação e pelo renascimento material ou
espiritual, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.

Imbolc é uma data propícia para despertar a criatividade e abrir-se para a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho, cerâmica ou dança. Estamos dentro do útero. O inverno ainda não foi embora, mas por baixo a vida floresce e ganha força. As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já estão lá, latente, pulsando, esperando o momento certo para vir à tona. A Deusa vagarosamente recupera-se do parto, e acorda sob a energia revigorante do Sol. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem
velas por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.

É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial para nossa família e amigos. Devemos mentalizar que o Deus  está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. Representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o afastamento do antigo simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura. Apesar de estarem no auge do inverno, este festival era dedicado ao aumento da luz e ao despertar das sementes enterradas na terra congelada.

É um momento da esperança, da espera, de sentir a vida nova que começou na altura do Solstício do inverno em que o sol estado ainda nos céus e começou então sua viagem com a luz que penetra a escuridão traz adiante a vida nova. A Luz está na barriga do mundo e, quando amadurecida inteiramente, aparecerá em todos seus poder e gloria no Solstício de verão . A luz que estava na semente com o Solstício de Inverno começa a agitar a vida nova renovando a esperança e antecipando o que há de vir.

O Festival das luzes terá uma seção de cura, pedindo ajuda do mundo espiritual para todos os povos, famílias e para a cura pessoal, neste novo nascimento. Vamos revocar a esperança de receber a luz, que é um símbolo da renovação de toda a vida, e ficarmos abertos para a cura, para realizar o que você resolveu fazer nessa nova vida.

Ela é conectada com o lobo, pois ele é um dos animais totem das Ilhas britânicas. O seu segundo animal é a Vaca Sagrada. Seu abundante leite nutre humanos e crianças.

E em seu aspecto de Deusa da Morte, ela está associada com o Abutre ou outras aves de rapina.

Em algumas histórias ou lendas, dizem que foi o próprio São Patrício que a batizou e ela foi elevada à condição da figura galesa de Maria, sendo muitas vezes considerada como a parteira de Maria ou até como a ama do Menino Jesus. Aqui reconhecemos a Deusa como protetora do parto. As ilhas de Hébridas, dizem que Santa Brígida protege especialmente as mulheres que vão dar à luz. Em Ulter, quando um a mulher está para dar à luz, a parteira coloca um cruz da Santa Brigida nos quatro cantos da casa .

A Igreja incorporou este o dia de Brigid como sendo a Festa da Purificação da Virgem Maria. Esta luz pode ser vista como o menino novo Jesus que não se transformou ainda no Cristo. Porque o Cristo ele é a luz do mundo. A luz  dentro da semente carregada pela mãe na escuridão do Solsticio do inverno. Em  Candlemas todos usam velas em alguma maneira significar a vinda da luz no mundo.

Por ser uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam ou ativavam o Fogo Criador. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra
congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia. É também um período de renovação, aproveitado em algumas tradições pagãs para limpeza e purificação anual das casas deitando fora tudo o que é velho.

HORA DE PODER – GERMINAÇÃO

A atmosfera deste festival é marcada pelo despertar das sementes, dos novos planos e novos projetos, pela iniciação em um caminho espiritual ou em novas oportunidades, pela aceleração e renovação das energias, pela purificação e pelo renascimento material ou
espiritual, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.

Imbolc é uma data propícia para despertar a criatividade e abrirmo-nos ara a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho, escultura ou dança. É altura de renovação pessoal, balanceamento do que ficou para trás e do que queremos que cresça em nós e nos
nossos projetos.

Imbolc é o regressar da energia do Deus que em conjunto com a Deusa nos dão a força e a clareza que precisamos para seguir com os nosso projetos em frente e elevar as fasquias que impomos na nossa vida. Há que querer mais, com conta e medida, e esta altura é a ideal
para traçar novas metas e objetivos.

E que a roda jamais pare de girar!

Por ser um período em que os temas de renovação, purificação e abandono do velho para o início do novo estão em destaque, Imbolc é considerado por algumas Tradições como o melhor momento para a realização de Ritos de Iniciações, Dedicações, Wiccanings e outros Ritos de Passagens. É o momento de limpar e preparar nossas mentes e corpos para o ressurgimento. A Deusa está mandando embora os escombros do último ano com a sua sagrada Vassoura. Ela ocupará o espaço vazio com novas idéias e novos caminhos. Assim como Ela, temos que nos preparar e limpar o terreno para que o novo possa entrar em nossa vida.