Estudo de Inverno – Parte 3

 

A luz desaparece na escuridão do invisível e não pode ser vista ou sentida. É como a escuridão da noite da Lua Nova, quando as duas luminárias, o Sol e a Lua, não são muito visíveis, mas nós sabemos que estão lá, não como fé, mas através do conhecimento verdadeiro.

Esta fase reconhece a importância de dividir e influencia o valor da obrigação e da responsabilidade.

Ela celebra a alegria de pertencer, o valor do vínculo familiar e relacionamentos fechados, e a boa vontade para com toda a humanidade.

Marca um tempo para fazer ajustes, e de purificação da intenção, na preparação da chegada da primavera e a transição para um novo ciclo de atividades da roda do Ano.

Traz a primeira luz da iluminação. Sua ênfase é a purificação, não tão moralista, mas sim da concentração e focalização das intenções.

É um excelente tempo para meditação e contemplação.

É o tempo em que as coisas parecem adormecidas. No inverno as sementes permanecem congeladas e absorvem a energia da Terra, que lhes permite crescer nas estações por vir.

Para desacelerar, sonhar, entrar na quietude, reavaliar realizações. Para se preparar para a dádiva maior de morte e renascimento, e aprender a ter paciência. É o poder da renovação, purificação.

Enquanto a Terra dorme na superfície, ela está passando sua mais profunda energia para todas as suas crianças. Durante esse período de descanso ela está se preparando para um período rápido de crescimento a seguir.

É tempo de conservar energias e os recursos, e não desperdiçar a energia ativa para o exterior.

Período para olhar mais para o nosso interior a fim de encontrarmos uma nova fonte de luz e regeneração.

Marca o inicio de um novo ciclo, onde a Terra se regenera.

É um momento do ano em que nossas mentes estarão mais no lar. Gastamos mais o tempo com a família, nas casa com amigos, contando histórias, onde praticamos o sentido de compartilhar. O momento dos ritos de dar e receber (o Natal por exemplo).

Aprendemos a olhar a Teia Cósmica como os seus pontos ligados entre a morte, renovação e renascimento.

Percebemos o inverno, como que deixados na obscuridade. Poucas flores, poucos pássaros e insetos, poucas folhas (em alguns lugares só neve). A terra está fria. Mas nós sabemos que a luz e o calor estão adiante, porque ela sempre voltou. Os homens nos primórdios não tinham essa certeza. Então oravam, faziam oferendas ao Criador para o Sol voltar.

Nesta forma de energia, essa realidade criada pelos nossos ancestrais é que nos conecta em essência.

O Solstício de inverno representou a morte do ano solar velho e do nascimento do novo. Assim fazemos com o calendário do hemisfério Sul no mais pleno verão. Portanto o Nosso Natal e cerimônia de dar e receber poderia ser feita no mês de junho, que estaria de acordo com o Calendário da Terra. O rito de montar um pinheiro de Natal, é que esta árvore é a única que mantém seus ramos verdes na neve. A árvore do Inverno.

Os rituais de inverno devem refletir a purificação pessoal e o renascimento.

O entulho velho é queimado e utilizado para fertilizar o solo para o plantio de primavera.

O frio vento do Sul no inverno, purifica e limpa a Terra e força as pessoas a ficarem mais para dentro, para manter calor, renovar e refrescar a si mesmas.

Segundo a roda medicinal, Waboose, o Espírito Guardião do Norte (no Sul para nós) é representado pelo Elemento Vento (Ar). A estação é o inverno. A hora do dia é a meia-noite. O tempo de vida é tanto a velhice com a neve sobre a cabeça, como os recém nascidos que estão voltando a este mundo

É o tempo em que as coisas parecem estar adormecidas. Contudo, com a aparente dormência, um dos maiores crescimentos está ocorrendo. É no inverno quando as sementes permanecem congeladas dentro da terra, que elas pegam para si as energias da terra que lhes permitem crescer nas estações por vir.

Aqui no Sul nossos corpos não conseguem se mover tão facilmente quanto o fizeram no passado ou farão no futuro, parecemos forçados à levar para dentro de nós a sabedoria do Espírito. O tempo de Waboose é um tempo para desacelerar, de aparente restrições. É quando a atividade exterior diminui efetivamente. É um tempo de escuridão, quietude e sonhos. É uma época em que os humanos estão fragilizados, quando sua pele está enrugada. É um tempo em que as pessoas tendem a reminiscências e compartilham da sabedoria que adquiriram. É um tempo para se avaliar realizações e propósitos e de se preparar para a dádiva maior de morte e renascimento.

É uma época em que muitas pessoas atingem uma compreensão de suas próprias vidas, uma aceitação do que elas alcançaram e do que não. Pode ser um tempo de paz, um tempo de poder, um tempo de perdão, de compaixão por tudo à sua volta. É época de se libertar de velhos padrões de comportamento, para se render às pequenas mudanças do corpo e da mente, em preparação para as mudanças maiores que virão, sabendo que continuamos a nossa jornada em torno da Roda. O mesmo acontece na vida humana. Mesmo quando nos libertamos de nossos envelopes humanos, nosso Espírito, nossa energia vai para um lugar que nos prepara para um novo começo que virá.

A maior lição de Waboose é a dádiva. É a nossa maior responsabilidade compartilhar com os outros a dádiva do nosso conhecimento adquirido na jornada da Roda, a dádiva de nossos corpos à Mãe Terra, que nos alimentou enquanto nela estivemos, e do amor que compartilhamos com todos os outros seres, sabendo que quanto mais damos amor, mais recebemos. Um dos presentes de Waboose é a compreensão intuitiva dessa dádiva. Junto com esta compreensão estão as faculdades psíquicas mais ativadas e uma grande perspicácia em sintonizar sonhos e visões, tanto nossos como de outras pessoas.